IMAGENS DA SINAGOGA TIFERET ISRAEL (A BELEZA DE ISRAEL) EM NILÓPOLIS - RJ

IMAGENS DA HISTÓRICA SINAGOGA TIFERET ISRAEL (A BELEZA DE ISRAEL) EM NILÓPOLIS - RJ

Reformada e transformada em centro multicultural, a antiga sinagoga Tiferet Israel marca a presença massiva dos judeus nesse crescente município da Baixada Fluminense. O prédio, em estilo holandês, foi reformado pela prefeitura da cidade, motivada pelo doc umentário "Novos Lares", que retrata a vida da comunidade judaica na região, em meados do século XX. A renomada atriz Teresa Rachel e o Dr. Jacob Kliegermann nasceram em Nilópolis.


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BRIT MILÁ: CIRCUNCISÃO JUDAICA

BRIT MILÁ: CIRCUNCISÃO JUDAICA

O Brit Milá é um preceito positivo da Torá na qual D'us ordena realizar a circuncisão de todo menino judeu. É um dos rituais mais sagrados e como é efetuado sem a consciência da criança, significa um ato de fé acima da lógica, mantido através das gerações; é sinônimo de uma aliança viva e eterna entre o homem e D'us. O primeiro Brit Milá é o sinal especial que tem distinguido o judeu dentre as nações, desde quando o patriarca Avraham circuncidou a si mesmo e a todos os de sua casa, por ordem Divina, na idade de 99 anos. Quando Yishmael, o primeiro filho de Avraham, fez o Brit milá, já possuía 13 anos, estava completamente capacitado a compreender este mandamento. Estava orgulhoso de sua decisão em submeter-se racionalmente a um preceito de D'us. Sua aceitação do Brit Milá estava limitada à razão. Yitschac, por outro lado, nasceu um ano após ter sido ordenado a Avraham fazer o Brit e foi circuncidado com apenas oito dias, um bebê sem o desenvolvimento intelectual. Lei Judaica Pela Halachá, Lei Judaica, um judeu deve circuncidar seu filho no oitavo dia após o nascimento, quando sua faculdade da razão ainda não está desenvolvida. Isto significa que um judeu está ligado e comprometido com D'us o mais cedo possível, de um modo absoluto e abrangente, que transcende sua razão e percepção. Shalom Zachor Na primeira sexta-feira após o nascimento de um filho, é feita uma cerimônia conhecida pelo nome de Shalom Zachor, traduzido como boas vindas e agradecimento a D'us pelo nascimento do bebê. Recebe na verdade esta designação por ser no Shabat, (também conhecido como Shalom, paz), quando nos reunimos para saudar o recém-nascido (Zachor). Costuma-se convidar amigos para celebrar a chegada do novo membro logo após a refeição de Shabat à noite, quando então servem-se alimentos e bebidas além do prato essencial desta noite: grão-de-bico, conhecido como arbis ou nahit, que simboliza luto. Por que luto em uma ocasião tão festiva? Para lamentar o fato de que ao nascer, a criança esqueceu a Torá que estava aprendendo no útero materno. Este aprendizado inicial da Torá lhe dá, mais tarde, a capacidade de adquirir o conhecimento e a sabedoria de D'us, por si mesma. O dia do Brit Milá O Brit é executado no oitavo dia subsequente ao nascimento da criança. Por exemplo, se a criança nasceu no domingo (do pôr-do-sol de sábado até o pôr-do-sol de domingo) o Brit é realizado no domingo seguinte. Isto se aplica mesmo quando o oitavo dia cai num Shabat ou em algum Yom Tov (desde que o nascimento tenha sido de parto normal —caso tenha sido de cesariana, o Brit é adiado para o dia seguinte). A circuncisão é realizada através de um "Mohel", homem temente a D'us, cumpridor dos preceitos judaicos e versado na prática da circuncisão, conforme as leis da Torá. É o Mohel que decide se a criança está apta ou não a ser circuncidada. Se decidir que ela não está fisicamente capacitada a se submeter à circuncisão no tempo prescrito, por estar com icterícia, se encontrar abaixo do peso mínimo exigido (kg) ou algum outro problema, o Brit é adiado. Uma vez atrasada a cerimônia, ela não poderá ter lugar num Shabat ou em um Yom Tov, mas deverá ser realizada na primeira oportunidade. Sempre que praticável, o Brit deve ser realizado pela manhã como sinal de nossa urgência em cumprir uma mitsvá, a vontade de D'us. Nunca deve ser realizado à noite. Não se costuma convidar as pessoas para o Brit, mas simplesmente informá-las sobre a hora e o local, pois não seria apropriado que elas declinassem de um convite para um evento, no qual Eliyáhu, o profeta, estará presente. O Profeta Eliyáhu Na cerimônia de cada Brit Milá o Profeta Eliyáhu é uma visita ilustre que traz muita honra. Há muito tempo, um dos reis de Israel, influenciado por maus conselheiros, aboliu a cerimônia da circuncisão. Eliyáhu, que vivia naquela época, clamou então a D'us relatando que o povo de Israel havia abandonado Sua valiosa aliança. A partir de então, D'us o instruiu a estar presente e a testemunhar todas as circuncisões. Por esta razão uma cadeira especial é designada em honra ao Profeta Eliyáhu, em cada Brit Milá. O Mohel Embora a Torá aponte o pai para circuncidar seu filho, o Brit é geralmente feito por um Mohel, pois a maioria dos pais não está qualificada para executar tal ato. O homem escolhido para fazer o Brit deve ser observante e temente a D'us, e estar adequadamente habilitado e treinado. A circuncisão realizada através de um cirurgião judeu, mas que não seja um Mohel, adulterará inteiramente o significado do Brit Milá, pois este ato é o elo espiritual que liga a criança a D'us. Sandec, Kvater e outras honras Juntamente com o Mohel, o Sandec, a pessoa que segura a criança durante a circuncisão, deve ser alguém de grande estima da família e da comunidade. O dia do Brit Milá é visto como uma festa para o Sandec, tal como para o pai e o Mohel. Geralmente, um casal (de noivos ou casados) é escolhido para servir de Kvater (aqueles que trazem a criança para o aposento onde o Brit terá lugar). A mulher toma a criança dos braços da mãe e por sua vez a entrega ao homem que a levará para o aposento. Ele ou ainda outro homem coloca então a criança sobre a cadeira reservada ao Profeta Eliyáhu. A tradição nos diz que ao dar a honra de ser Kvater a um casal ainda sem filhos, confere-se a este uma bênção especial para que se torne fértil e tenha seus próprios filhos. Em seguida, o pai coloca o bebê no colo do Sandec. Depois que o Mohel executa a circuncisão, mais dois homens podem receber honras especiais: um, a de segurar a criança, enquanto o outro recita a bênção e a prece especial onde em seguida é anunciado a todos o nome judaico da criança. Na refeição que se segue é costume acender velas em honra da Simchá, porém, nenhuma bênção especial é recitada. No Bircat Hamazon, Bênção de Graças recitada após uma seudat mitsvá, refeição festiva, vários pedidos são acrescentados para o bem-estar do nenê recém circuncidado, por seus pais, o Sandec e o Mohel. Através do Brit Milá um menino se identifica como judeu logo no início de sua vida e permanece, por toda ela, ligado à sua Fonte. Fonte: PT.Chabad.org


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COMPORTAMENTO: vOCÊ JÁ FOI TATUADO?

Comportamento: Você já foi tatuado?

Se você é do tipo inovador que gosta de realizar trocas em sua vida mudando seu guarda roupa, a marca de seu carro ou o destino de suas férias no próximo verão, tudo bem. Mas se as mudanças que você busca em sua vida são daquelas radicais, que talvez tornem-se quase irreversíveis, pesquise em exaustivas consultas ver se realmente vale a pena a aventura...e o risco! A moda "Tatoo" se espalhou. E hoje vemos as mais assombrosas ou discretas, discrepantes ou ocultas formas de tatuagem nos mais estranhos, ou normais, tipos de pessoas. Mas antes de se entusiasmar com a idéia: consulte sua fonte. Qual a posição do judaísmo sobre isto? A Lei Judaica proíbe a tatuagem. A Torá declara explicitamente que "não farás tatuagem em seu corpo." (Vayicrá 19:27). Esta é uma prática judaica aceita, por estar escrita no Código da lei Judaica - Yoreh Deah 180:1. "D'us fez o homem à Sua imagem" (Bereshit 1:26). Evidentemente, isso não significa que D'us Se parece conosco, mas sim que nosso corpo é uma expressão finita da infinita sabedoria de D'us. Um Midrash diz até que Avraham entendeu todas as mitsvot ao olhar para as partes diferentes de seu corpo! E como disse Job: "Em minha carne, eu vejo D'us" (Job 19:26).
Imagine que você possui uma casa com uma enorme janela de vidro com vista para um lindo lago. Você pode ver claramente as árvores, os cisnes e garças e ao longe o contorno das montanhas. Agora imagine uma criança pequena suja de chocolate passando as mãos meladas por todo o vidro. Quando você olha pela janela, o que vê? Nada! Nada além de uma camada de sujeira, chocolate, e um esboço de uma paisagem desmantelada, borrada ao fundo. O corpo é uma janela da alma, que por sua vez é uma centelha do Infinito. Você vai querer sujar sua janela e cobri-la com marcas de mãos e borrões? Fonte: www.chabad.org.br


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CARTA ABERTA AOS JUDEUS POR OPÇÃO

CARTA ABERTA AOS JUDEUS POR OPÇÃO Dr. Lawrence J. Epstein - (Este artigo foi publicado originalmente em outubro de 1994)

Queridos Amigos, Nós que nascemos judeus precisamos de vocês. Há cerca de 200.000 de vocês lá fora. Um em cada 37 judeus americanos é um judeu por opção em vez de um judeu de nascença. Muitos de vocês assumem papéis de liderança em suas congregações e organizações, tornam-se presidentes, líderes da juventude e professores em nossas escolas judaicas. Alguns de vocês, com silenciosa dignidade, são líderes em casa, onde transmitem a herança judaica com rara beleza. Vocês aprendem judaísmo com seus filhos. Mais de uma vez vocês ensinaram ao seu parceiro nascido judeu alguma nova reflexão sobre judaísmo. Alguns de vocês absorveram tão plenamente o judaísmo que vocês mesmos imaginam terem nascido acidentalmente na família errada. Outros de vocês vêem uma continuidade entre a sua identidade anterior e a atual. Alguns de vocês levam a sua nova identidade com uma alegria simples. Outros de vocês escrevem e falam eloqüentemente sobre suas viagens espirituais. Outros ainda falam por meio de seus atos, silenciosos e particulares, quando acendem velas, assam a chalá, rezam, visitam os doentes em um hospital local. Alguns de vocês, sob uma justificativa talmúdica, não querem ser lembrados da sua identidade religiosa anterior e, portanto, não acham justo serem chamados de convertidos ou de judeus por opção; outros de vocês não se preocupam com esta denominação e em geral a aceitam com orgulho. Eu espero que todos vocês me perdoem se eu me reporto a vocês como judeus por opção e não simplesmente pelo que vocês são: judeus. Vocês têm o potencial para fazer, como grupo, uma contribuição histórica para a vida judaica. Nós, que temos exigido tanto de vocês, voltamos a chamá-los e pedimos ainda mais. Vocês podem mudar a vida judaica americana. Sim, nós precisamos dos seus números. Vocês 200.000 e seus filhos se somam à nossa densidade demográfica [americana] e, desse modo, à nossa capacidade política e econômica. Vocês contribuem com as nossas comunidades, nos ajudando a sustentar nossas vidas comunitárias. Sim, nós precisamos das suas contribuições para caridade, precisamos de vocês como sócios, precisamos do seu tempo. Sim, nós precisamos que vocês sirvam de modelo para não-judeus casados com judeus, de modo que eles considerem a possibilidade de se converterem e, olhando para vocês, vejam isso como uma escolha positiva. Nós precisamos de vocês por todas essas razões prudentes e por tantas outras. Mas essas não são as razões que eu tenho em mente. Vocês podem fazer uma contribuição mais profunda, uma que é definitivamente espiritual. O que nós precisamos de vocês? O que vocês podem fazer? Eis algumas sugestões. Eu espero que vocês as considerem e acrescentem muitas outras por conta própria. (1) Nós precisamos que vocês nos contem as suas experiências. Precisamos ouvir as suas histórias. Houve um grande lapso de tempo na história judaica deste a última vez em que um grande número de pessoas se tornou judeu. Suas histórias tornam a conversão mais familiar para nós. Vocês nos remetem ao nosso passado, quando o judaísmo aceitava um número incontável de pessoas em seu meio e tinha orgulho disso, vendo nesse esforço um modo de cumprir o mandamento Divino de oferecer o judaísmo para o mundo. Vocês nos fazem recordar do nosso propósito universal, um que negligenciamos. Por favor, contem-nos sobre a sua luta interna para decidir se o judaísmo era o caminho certo para vocês. Contem-nos sobre seus conflitos com seus pais, sobre seus encontros com algum de nós que lhe proferiu uma palavra ruim, sobre seus encontros com algum de nós que lhe demonstrou bondade. Nós precisamos ouvir sobre os seus medos secretos e sobre suas boas recordações que são difíceis de serem deixadas para trás. Contem-nos por que vocês quiseram se tornar judeus. É extremamente importante para nós ouvirmos que há pessoas que escolhem voluntariamente aceitar uma identidade judaica. Nossas próprias identidades, tão frágeis como uma minoria na cultura americana, são fortalecidas através dessas escolhas; seus atos de escolher o judaísmo tornam ao mesmo tempo os nossos atos de permanecermos judeus mais fáceis e mais valiosos. Contem suas histórias às nossas congregações e organizações, para os nossos centros comunitários judaicos e grupos de jovens, para os nossos filhos nos colégios judaicos, e para os nossos pais nos grupos de terceira idade. Contem também as suas histórias para os seus amigos e familiares, para o mundo não-judeu. Se vocês desejarem, escrevam sobre suas experiências em um boletim congregacional, em um jornal local ou em um dos meios de comunicação judaicos nacionais. (2) Aconselhem-nos. Contem-nos como podemos ser mais receptivos. Contem-nos o que podemos fazer em cada fase para tornar mais fácil a sua entrada e integração em nossa comunidade. Contem-nos como, juntos, podemos trazer ao conhecido do público que o judaísmo está disponível para aqueles que livremente o escolhem, que a conversão ao judaísmo é permitida, que qualquer um pode escolher se unir ao Povo Escolhido. (3) Organizem-se. Falem como um grupo. Vocês podem desenvolver grupos de apoio para aqueles que pensam em se converter, que estão estudando para a conversão, e que completaram a conversão. Vocês podem monitorar casos em que os convertidos sofrem discriminação dentro da comunidade judaica e lutar para cessar com toda e qualquer discriminação. Vocês podem viajar juntos para Israel e mostrar para o povo e governo israelenses que os judeus por opção contribuem tanto com Israel quanto os nascidos judeus. Como um grupo, vocês podem pressionar a comunidade judaica a ser mais ativa em receber bem os convertidos. Vocês estão em uma posição singular para prover informação a não-judeus que estão interessados em aprender sobre judaísmo em geral, ou especificamente sobre conversão. Há muito ainda para ser feito. Pode ser uma ironia, mas não obstante, é verdade que os judeus por opção podem prover um tipo de liderança estimulante capaz de revitalizar toda a comunidade judaica. Não fiquem tímidos. Não tenham dúvidas. Está na hora de entrar em ação. Obrigado. (1) Calcula-se que cerca de 10.000 pessoas se convertam ao judaísmo todos os anos nos EUA. Portanto, em 2005 imagina-se que já são por volta de 300.000, ou 1 em cada 18 judeus americanos. (NT) Créditos: Texto adaptado do site em inglês www.convert.org com a permissão de Barbara Shair Tradução: Uri Lam Edição: Adriana Lacerda


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UNIÃO DAS CONGREGAÇÕES JUDAICO MESSIÂNICAS NO BRASIL - UMJC

União das Congregações Judaico Messiânicas – UMJC

Congregações no Brasil: . Belo Horizonte - MG Congregação Judaico-Messiânica Har Tzion, UMJC Rabino Marcelo Miranda www.ensinandodesiao.org.br Tel.: 31-3498-1761 Serviços: Sextas: 7:30 pm; Sábado: 10:00 am Reuniões: Rua Funchal 185 Bairro Ouro Preto, Belo Horizonte MG 31310-440 . Rio de Janeiro - RJ Beit Tefilat Yeshua, Independente Rabino Eduardo Stein Maroniene www.judaismomessianico.com.br yeshua@judaismomessianico.com.br Tel.: 55 (21) 2527-1368 Serviços: Sextas: 7:30 pm; Sábados: 9:00 am . São Paulo - SP Congregacao Judaico Messianica Beit Mashiach, UMJC Líder Gilberto Branco www.beitmashiach.org info@beitmashiach.org Tel.: 55 (11) 3312-0176 Fax: 55 (11) 3326-4022 Serviços: Sexta: 19:30 pm & Sábado: 10:00 am Torah Service Reuniões: Rua Joaquim Murtinho, 252, Bairro do Bom Retiro


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O QUE É HANUKÁ?

O QUE É HANUKÁ? Os judeus guardam o feriado por oito dias em honra a vitória histórica dos Macabeus e ao milagre do óleo.

A palavra hebraica Chanuká quer dizer "dedicação." No segundo século antes de Cristo, o regime sírio-greco de Antiocus procurava afastar os judeus do Judaísmo com a esperanças de assimilá-los ao helenismo, a cultura Grega. Antiocus proibiu aspectos da observância judaica, incluindo o estudo da Torá, o que enfraquecia a fundação da vida e prática judaica. Durante este período, muitos dos judeus começaram a se assimilar à cultura grega, passando a possuir nomes gregos e se casando com não-judeus. Em resposta, um grupo de colonos judeus levou para as colinas de Judéia uma revolta contra esta ameaça para a vida judaica. Liderados por Matitiahu, e mais tarde por seu filho "Judá, o Macabeu", este pequeno grupo de piedosos judeus comandaram uma guerra contra o exército sírio. Antiocus enviou milhares de tropas bem armadas para esmagar a rebelião, mas os Macabeus venceram e tiraram os estrangeiros de sua terra. Os lutadores judeus entraram em Jerusalém em dezembro, 164 A.C. O Templo Sagrado estava destruído, sujo e profanado por soldados estrangeiros. Eles limparam o Templo e reinauguraram-lo no 25° dia do mês judaico de Kislev. Quando chegou o tempo de iluminar novamente a Menorá, eles procuraram no Templo inteiro, mas só encontraram um jarro pequeno de óleo com a autentificação do Sumo-Sacerdote. Milagrosamente, o pequeno jarro de óleo queimou por oito dias, até que um novo suplemento de óleo pôde ser trazido. Daí em diante, os judeus guardam o feriado por oito dias em honra à histórica vitória e ao milagre do óleo. Hoje em dia, a observância de Chanuká é caracterizada pela iluminação de uma menorá especial de Chanuká, com oito ramificações (mais uma vela ajudante), e se adiciona uma nova vela toda noite. Outros costumes incluem girar o dreidel (um pião com letras hebraicas nos lados), comer "comidas oleosas como latkes de batata (panquecas) e sufganiot (sonhos) (geléia donuts), e dar moedas de Chanuká (Chanuká gelt ) para as crianças. Fonte: Aish Brasil


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OS CROMOSSOMOS DE ABRAÃO

OS CROMOSSOMOS DE ABRAÃO Um trecho do novo livro do Rabino Yakov Kleiman: “DNA and Tradition: The Genetic Link to the Ancient Hebrews” À procura do "Avraham" histórico

De acordo com as tradições escritas e orais das três maiores religiões do mundo Ocidental, Avraham foi uma pessoa real que viveu no Oriente Médio há quase 4,000 anos atrás. Conforme cada respectiva tradição, ele foi o primeiro dos Pais do povo judeu, originou as nações árabes e o Islã e deu a base conceitual para o Cristianismo. A tradição conta que pode ter influenciado também as religiões orientais. Abraão foi o primeiro a ser chamado de hebreu "Ivri", um nômade, que ia de um lugar a outro. E recebeu este nome, pois realmente cruzou o Rio Eufrates, hoje em dia Iraque, quando viajou para a Terra Prometida a chamado de D'us. Filosoficamente, ganhou a distinção como um hebreu por sua clareza de verdade, pois enquanto o mundo inteiro tinha uma opinião, ele tinha outra. De acordo com o Talmud, ele nasceu num mundo que tinha perdido o reconhecimento de um só D'us, o Criador, Sustentador, e Supervisor do universo. Ele reconheceu bem cedo em sua infância que havia um só Criador que move todas as coisas. Não era uma opinião popular no momento, mas como lutava pela verdade e liberdade, deu sua vida para tal fim, ou seja, sustentando esta convicção. Em sua vida, enfrentou e passou freqüentemente por testes importantes avaliando sua força, convicção e compromisso com sua visão da verdade e unicidade de D'us. O povo judeu considera Avraham como seu antepassado original, o pai de Isaac, e o avô de Jacob. Avraham também é venerado como o antepassado das nações árabe e Islã, pois também era o pai de Ishmael, seu filho por parte de Hagar, Princesa egípcia criada de Sara. O Alcorão reporta que Avraham e Ishmael criaram as fundações da Kaaba, a estrutura de pedra preta em forma de cubo em Meca, na Arábia saudita, que é o santuário mais sagrado do Islã. Durante a peregrinação anual a Meca, os muçulmanos do mundo inteiro rodeiam a Kaaba reforçando o papel central de Avraham e Ishmael na fé islâmica. O Cristianismo também considera Abraão um Patriarca. Ele é o pai do monoteísmo, o progenitor da religião Ocidental.
Será que as pesquisas genéticas recentes podem dar alguma indicação da existência do Avraham histórico? Recentes estudos genéticos do povo judeu indicam claramente que as origens da nação judaica podem ser traçadas no Oriente Médio. Esta pesquisa confirma a origem geográfica da essência de todas as maiores comunidades da Diáspora judaica. Além disso, a descoberta do "Gene do Cohen", a assinatura genética compartilhada pela maioria dos Cohanim, a família sacerdotal mundial judaica é uma indicação de que esta assinatura é a dos hebreus antigos. Baseado no DNA dos Cohanim de hoje, os geneticistas dataram seu " Mais Recente Antepassado Comum" em 106 gerações atrás, aproximadamente 3,300 anos antes do tempo atual. O que está de acordo com a tradição escrita e oral da Torá da vida de Aaron, o sumo-sacerdote e fundador da linhagem Cohen. Os estudos genéticos complementares viram que o CMH, o tipo haplóide modal de Cohen (Cohen Modal Haplotype), um tipo haplóide do grupo haplóide MED (J), não é exclusivo dos Cohanim e não é unicamente dos judeus. Também é encontrado em porcentagens significaticas entre outras populações do Oriente Médio e em menor porcentagem em meio a grupos do sul do Mediterrâneo. Um tipo haplóide é um grupo de marcadores distintos de DNA, ou seja, mutações neutras do nucleotídeo, que quando encontradas juntas indicam uma linhagem. Estes marcadores particulares foram descobertos no Cromossomo Y, que é passado de pai para filho sem mudança, estabelecendo, deste modo, um padrão de linhagem paterna. Todo o que foi explicado acima é um fato científico que somente ficou conhecido atualmente, há poucos anos. Usando este fato como base, talvez possamos especular e considerar algumas implicações destas descobertas. Se o CMH é a assinatura genética de Aaron, o pai dos Cohanim, deve também ter sido a assinatura genética do pai do Aaron, Amram, e por sua vez, de seu pai, Kehat, e por sua vez, de seu pai, Levi. O pai de Levi era Jacob, que também deveria ter o CMH como marca genética do Cromossomo Y como seu pai, Isaac. Assim, chegamos a Avraham. Avraham está sete gerações afastadas de Aaron, em torno de mais ou menos cem anos. As assinaturas genéticas se modificam somente depois de muitas gerações. Deste modo, é razoável assumir que o CMH, o tipo haplóide mais comum em meio aos homens judeus, também é a assinatura genética do Patriarca Avraham. Isto explica por que também encontramos o CMH em números elevados em meio a árabes e outros povos do Oriente Médio hoje. Estas pessoas afirmam tradicionalmente serem descendentes de Avraham através de seu filho Ishmael, que neste caso também levava a assinatura genética masculina de Avraham. Estes marcadores são encontrados também entre os povos do sul do Mediterrâneo e europeus.
Além dos judeus existem outras populações que compartilham "A assinatura Genética de Avraham" com seus marcadores Y. Estas incluem libaneses, sírios, curdos iraquiano, alguns Italianos e húngaros. Também é encontrado em alguns armênios. Estes devem ser os descendentes de Avraham através de seu neto Esau, irmão de Jacob, uma pessoa cuja descendência, de acordo com tradição talmúdica, fundou as primeiras raízes do império de Roma. Como filho de Isaac e neto de Abraão, Esau também teria estes mesmos cromossomos-Y, marcadores da linhagem. Os Cohanim judeus mantiveram a linhagem de Avraham ao mais alto grau entre o povo judeu. Judeu não é uma definição genética, pois outras pessoas, por casamento e conversões se juntaram ao povo judeu. Porém, ser um Cohen é uma definição genética, de pai para filho a partir de Aaron, o sumo-sacerdote. E apesar de ter sido difundido ao longo do mundo por mais de 2,000 anos, a extensa família de Cohanim manteve sua integridade genética equivalente às elevadas porcentagens dos outros grupos do Oriente Médio que nunca deixaram a região. Com base no Antepassado Comum mais Recente dos Cohanim, há 3,300 anos atrás, não é exagero assumir que são os homens descendentes do Patriarca Avaraham que hoje em dia possuem esta assinatura de DNA. Embora Avraham não seja a fonte exclusiva destes marcadores, ele faz parte da maioria dos genes dos antigos povos do Oriente Médio. "Quanto a mim, será contigo a minha aliança; seras pai de numerosas nações...E Eu lhe farei fecundo, de ti farei nações, e reis procederão de ti." (Gênesis 17:4, 6) A promessa e a profecia de D'us a Avraham era de que ele seria o progenitor de grandes nações, e que seu descendentes, literalmente "suas sementes ", seriam numerosas "como as estrelas dos céus e como a areia na praia do mar," (Gênesis 22:17). E realmente o número de pessoas no mundo hoje com a "Assinatura Genética de Avraham" é muito amplo para se saber precisamente. Uma estimativa razoável está nas centenas de milhões. Este artigo é baseado em um capítulo do novo livro, DNA and Tradition: The Genetic Ling to the Ancient Hebrews. Biografia: O rabino Yaakov HaKohen Kleiman é um conferencista no Aish HaTorá de Jerusalém, especialista em estudos do Templo. Ele é co-diretor com o Rabino Nachman Kahana, do Centro Para Cohanim Nota de esclarecimento Haplotype: tipo haplóide ou monoplóide. Denota a quantidade de cromossomos no espermatozóide ou no óvulo, que é a metade do número nas células somáticas (diplóides). O prefixo Haplo- quer dizer único, simples. CMH: a sigla para "Cohen Modal Haplotype"; não existe correspondente em Língua Portuguesa, portanto continuou sendo CMH. Fonte: Aish Brasil


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